Roubaram o fogo do diabo



O pai do rock é uma figura interessante, transgressor por natureza e um grande romântico. Essa imagem cristã dos tridentes e chifres nos afastou de uma chave essencial, o despertar da mente humana. O bem pra ser reconhecido precisa do mal e vice versa andando de braços dados dentro de nós o tempo inteiro. Pensar com a própria cabeça, questionar, duvidar e inclusive quebrar paradigmas pré estabelecidos pela sociedade, pra muitos ainda é coisa do diabo. O certo e o errado ou a moral e o imoral já queimaram impiedosos na fogueira da inquisição dos nossos julgamentos. Cabelos grandes, roupas ragasdas, beijos, peitos e até chinelos agridem até hoje. E sempre tem alguém que quer assassiná-lo no estilo John Lennon. Sinto informar, mas ele não morre. Se disfarça, se transmuta e até se esconde, mas consegue se recriar. Lembro até hoje dos discos de Heavy Metal que já me arrancaram lágrimas e da minha turma aos 18 anos que se encontrava pra louvar essa entidade das mais insanas formas. Rock é atitude, risco e pacto. Até a TV já deu seus “toques” na novela Renascer com a lenda do “Cramulhão Engarrafado” na terra do canceriano sem lar, e no filme A Encruzilhada narrando a busca da canção perdida de Robert Johnson. O rock e suas lendas vão se eternizando. É quando a lenda vira fato e o mito vira Karma.



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