O conta dor que conversou com Deus

June 14, 2017

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Tenho que admitir que possuo uma veia Forrest Gump meio Big Fish latente. Já tomei choque de raio com minha filha numa tempestade, vi uma criança cair do nono andar na minha frente enquanto saia de um prédio e sobrevivi a um desastre de ônibus onde apenas 3 saíram ilesos, sou um deles. Minha cidade natal inundou logo que nasci. Já tive experiências ufológicas em São Tomé das Letras e na minha primeira miração com Santo Daime conversei por horas com "Deus" perguntando a ele qual era o segredo do universo. Interessante que nesse último causo, a resposta do criador veio em imagens. Abriu-se uma tela em minha frente e uma redoma totalmente negra apareceu. Depois de uns minutos um raio de luz muito fino conseguiu furar a redoma. Mas alguns minutos e outro raio fez o mesmo. Passaram-se horas com raios que pareciam insignificantes varando a tal redoma e ela sempre intacta. Até que teve um entre centenas que explodiu aquela imagem. Foi como ver almas levando uma banho de luz tipo aquele filme Caçadores da Arca Perdida no momento em que a arca é aberta. É difícil ficar narrando essas aventuras interiores pois a palavra não abarca a sensação de autoconhecimento. Compor pra mim é isso, lidar com impossível, aceitar o improvável, conviver com o inexplicável. Meu último álbum (Despontando para o Anonimato) foi todo concebido em cima do número 3. Trilogias e triângulos fizeram parte do meu imaginário durante todo processo. Lembro que certa vez estava na praia com uma grande amiga que trabalha comigo e ela foi tirar uma foto de uma revoada de pássaros no céu e quando fomos ver a imagem, ela formava exatamente o símbolo que estávamos trabalhando naquele processo. Achei aquela cena incrível. A natureza místicka de nossas ideias e viagens se revelando tão singelamente sobre nossas cabeças. Criar também é perceber o entorno e aceitar a magia do óbvio. Somos antenas cheias de sensibilidade e não sabemos dimensionar a força de nossos pensamentos. Como não lembrar de um amigo e parceiro que vivia me dizendo assim: "Qual seria o sentido da vida a não ser aquele que a gente coloca". Acreditar no que se vive faz a diferença e assim a música vai nos ensinando a ser instrumento. Toca de verdade quem consegue tocar o coração alheio. Pra isso é necessário mergulhar dentro de si. Todos vivemos um milagre diariamente, só que uns percebem e outros não. É que no fundo aquela imagem dos pássaros na praia não me deixou dúvidas... Era Ele, era eu, era Eus.

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